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Casa de Santa EuláliaCerveira · Alto Minho

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A feira de sábado de Cerveira: o ritual da fronteira

Todos os sábados, 250 bancas enchem a Praça da Galiza — loiça, cestaria, têxteis e meia Galiza do outro lado da ponte. Como aproveitar a feira de Vila Nova de Cerveira.

Escrito por Hugo Silva2 min de leitura
Loiça popular portuguesa na feira de sábado de Cerveira: morangos, couves e jarros em cerâmica vidrada.

Há vilas com feira e há feiras com vila. A de Cerveira é do segundo tipo: todos os sábados, cerca de 250 bancas enchem os 18.000 m² da Praça da Galiza e a vila muda de escala — carros com matrícula espanhola nas ruas, sacos de ráfia nos braços, o café das dez transformado em instituição.

Bancas de loiça na feira de sábado de Vila Nova de Cerveira: jarros em forma de peixe, pratos-folha e tigelas de cores vivas.
As bancas de loiça: jarros-peixe, pratos-folha e a paleta inteira da cerâmica popular.

O que lá está

O inventário é o das grandes feiras minhotas, e é generoso:

  • Loiça e cerâmica popular — dos jarros em forma de peixe às couves de faiança, a tradição cerâmica portuguesa em versão de banca, a preços de feira.
  • Cestaria e fibras — cestos, seiras, palha entrançada; o ofício vivo, vendido por quem o faz ou por quem o conhece.
  • Têxteis e atoalhados — a especialidade histórica do comércio desta fronteira.
  • O resto do mundo útil — calçado, roupa, ferramenta, plantas, fruta e legumes da terra.
Cestos entrançados sobre a calçada, na feira de sábado de Vila Nova de Cerveira.
A cestaria sobre a calçada — dos ofícios que a feira mantém vivos.

Como se faz a feira

Chegue de manhã. O regulamento diz verão das 6h30 às 21h e inverno das 7h30 às 20h, mas a feira a sério é matinal: às nove está no ponto, ao meio-dia ainda ferve, à tarde amansa.

Some o artesanato. No mesmo sábado e no mesmo recinto, a feira de artesanato ocupa o espaço coberto da Praça da Galiza — peça feita e assinada, a complementar a banca popular.

Feche com a vila. Da feira ao castelo e ao centro histórico é um passo; o almoço tem moradas certas e a tarde tem rio.

Porque é que isto importa

Porque é comércio verdadeiro, não encenação para turistas. A feira de Cerveira existe para quem cá vive — dos dois lados do rio — e é precisamente por isso que vale a visita: é o Alto Minho em versão semanal, com bancas em vez de vitrines.

Perguntas frequentes

Em que dia e onde é a feira de Cerveira?

Ao sábado, na Praça da Galiza, em Vila Nova de Cerveira — a 12 minutos da casa. No mesmo dia há feira de artesanato na Praça da Galiza, em espaço coberto.

Qual é o horário da feira?

Segundo o regulamento municipal, no verão decorre entre as 6h30 e as 21h e no inverno entre as 7h30 e as 20h. A manhã é a hora forte — para a feira no seu melhor, chegue antes do almoço.

O que se compra na feira?

De tudo, à moda das grandes feiras do Norte: loiça e cerâmica popular, cestaria, têxteis e atoalhados, calçado, roupa, ferramentas, plantas, fruta e legumes da terra.

É muito concorrida?

É — cerca de 250 bancas em 18.000 m², com visitantes dos dois lados do rio: para muitos galegos, o sábado de Cerveira é hábito antigo. Estacione com folga ou chegue cedo.

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