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Casa de Santa EuláliaCerveira · Alto Minho

Vila Nova de Cerveira

A vila das artes do Alto Minho, na margem do rio: o castelo de D. Dinis, a feira de sábado, a bienal mais antiga da Península Ibérica e o Aquamuseu. A doze minutos da casa.

O rio Minho visto de cima, com a vila de Cerveira em baixo e a Galiza na outra margem.

A vila. Vila Nova de Cerveira estende-se pela margem esquerda do rio Minho, frente à Galiza, a doze minutos de carro da casa. É pequena, arrumada e diferente das vizinhas: o castelo de D. Dinis segura o centro histórico, o rio passa devagar ao lado e a arte está por todo o lado — é a vila das artes do Alto Minho. Meio dia chega para o essencial; num sábado, ou em ano de bienal, vale um dia inteiro.

O castelo de D. Dinis. Foi mandado erguer em 1321 para guardar a fronteira do Minho e hoje guarda o centro histórico: dentro das muralhas e nas ruas em volta há granito, varandas, esplanadas e o sossego de quem vive ao lado de uma fronteira que deixou de o ser. O passeio faz-se bem a pé numa manhã — do castelo desce-se ao Terreiro, a praça central, e daí ao rio.

A feira de sábado. Todos os sábados, cerca de 250 bancas enchem os 18.000 metros quadrados da Praça da Galiza e a vila muda de escala, com carros de matrícula espanhola nas ruas. Vende-se loiça e cerâmica popular, cestaria, têxteis e atoalhados, calçado, roupa, ferramentas, plantas, fruta e legumes da terra. O regulamento municipal fixa o horário de verão entre as 6h30 e as 21h e o de inverno entre as 7h30 e as 20h, mas a feira a sério é matinal. No mesmo recinto, em espaço coberto, há feira de artesanato; e no segundo domingo de cada mês a Praça da Galiza recebe a feira de artes e velharias.

A Bienal. A Bienal Internacional de Arte de Cerveira realiza-se desde 1978 e é a mais antiga da Península Ibérica. A edição XXIV decorre de 18 de julho a 30 de dezembro de 2026, sob o tema Territórios sem Fronteira, com 185 obras de artistas de 22 países em quatro núcleos expositivos na vila. Horários e bilhetes mudam por edição e por núcleo — o site oficial, bienaldecerveira.pt, tem a informação atualizada. Fora dos anos de bienal ficam as esculturas ao ar livre nas rotundas e jardins, as galerias do centro histórico e a programação do Fórum Cultural.

O Aquamuseu. O Aquamuseu do Rio Minho, inaugurado em julho de 2005 junto ao rio, mostra cerca de quarenta espécies de peixes vivos em aquários ordenados como uma viagem ao longo do rio, da nascente, em Lugo, à foz, em Caminha — truta, tainha e lampreia à cabeça — e a cultura da pesca que aqui ainda é real. É visita curta e certeira para famílias; abre de terça a domingo, mas confirme o horário no site do município antes de ir.

O Castelinho e o rio. Ao lado do Aquamuseu, o Parque de Lazer do Castelinho acompanha o rio com relvados, percursos pedonais e zona de brincadeira para os miúdos — o fim de tarde certo. Daqui arranca a Ecopista do Rio Minho, plana e sempre à beira-rio, que liga Caminha a Valença para caminhar ou pedalar. Para tomar banho, a Praia Fluvial da Lenta, no rio, fica a catorze minutos da casa, com a Galiza na outra margem; o mar de Caminha e Moledo começa a vinte e dois.

O Cervo e o miradouro. Acima da vila, no Alto do Crasto, ergue-se O Cervo, a escultura de José Rodrigues inaugurada em 1985: um veado de metal com cerca de oito metros, homenagem ao animal que dá nome ao concelho e figura no brasão, num sítio onde em tempos os veados cobriam as encostas. Sobe-se de carro em poucos minutos e o miradouro abre a vista sobre o vale do Minho e a Galiza do outro lado — vale a pena ao fim do dia, quando a luz cai sobre o rio.

A Ponte da Amizade. Inaugurada em junho de 2004, liga Vila Nova de Cerveira a Goián, no concelho galego de Tomiño, a catorze minutos da casa. Atravessa-se sem controlo e muda a hora, a língua e a ementa.

Onde comer. Na vila e à volta, as moradas que damos aos hóspedes: a Casa do Lau, em Loivo, para a cozinha minhota tradicional; a Pizzaria Toni, em Segerem, com forno a lenha e cem lugares; o Foral de Dom Dinis, no centro histórico, para o jantar mais especial; a Casa das Velhas, o Colher de Pau, o Restaurante Central, o Requinte Português, O Lavrador e, para os miúdos, a italiana La Scarpetta. O rio dita a época: lampreia no inverno e início da primavera, sável na primavera. Para beber, vinho verde — com o Alvarinho de Monção e Melgaço à cabeça. Não publicamos horários porque mudam; ligue antes de ir.

Como chegar. Do Porto são cerca de uma hora pela A3, e o aeroporto fica a 55 minutos. De Vigo, quarenta minutos; de Valença, dezoito; de Tui, vinte. Em agosto, o Festival de Vilar de Mouros, o festival rock mais antigo de Portugal, enche a aldeia vizinha em Caminha — em 2026 de 18 a 22 de agosto — e é altura de reservar com antecedência.

A casa. A Casa de Santa Eulália fica em Gondar, no concelho de Vila Nova de Cerveira: três quartos para até seis hóspedes, piscina privada, pátio e salamandra para os meses frios. A vila está a doze minutos e a Galiza a catorze — perto de tudo, mas em sossego.

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