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Casa de Santa EuláliaCerveira · Alto Minho

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Monte de Santa Tecla (A Guarda): o castro sobre a foz do Minho

O castro de Santa Trega, o museu MASAT, a vista da foz do Minho, a taxa para subir de carro e como chegar a partir da casa, do lado português.

Escrito por Francisco Campos6 min de leitura
Um barco parado no rio Minho ao pôr do sol, visto entre a folhagem da margem.

O Monte de Santa Tecla — em galego, e nas placas, Santa Trega — é o monte que se vê de Caminha e de Moledo do outro lado do rio: 341 metros em cima da foz do Minho, em A Guarda, na Galiza. No topo há um dos maiores castros da cultura castreja, um museu arqueológico com mais de um século, uma ermida medieval e a melhor vista da fronteira: o rio a entrar no Atlântico, a margem portuguesa inteira, o vale do Minho rio acima.

A partir da casa são cerca de 30 minutos até A Guarda pela Ponte da Amizade e pela margem galega, mais uns minutos de estrada de montanha até ao topo. Meio dia chega; com almoço no porto, é o dia galego mais fácil de fazer a partir de Gondar.

O castro de Santa Trega

A citânia de Santa Trega ocupa cerca de 20 hectares na encosta do monte. Segundo o Concello de A Guarda, as origens do povoado documentam-se no século IV a.C. e o auge deu-se na mudança de era, com uma população estimada entre 3 000 e 5 000 habitantes. As escavações começaram em 1912 pela Sociedade Pro Monte, e o castro foi declarado Monumento Histórico-Artístico em 1931 — hoje Bem de Interesse Cultural.

O que se vê é uma aldeia de pedra: dezenas de casas circulares e ovais, ruas estreitas, a muralha, o bairro escavado da Mergelina e casas reconstruídas onde se pode entrar e que ajudam a perceber como se vivia aqui há dois mil anos. Há também petróglifos espalhados pelo monte, anteriores ao próprio castro.

Um barco parado no rio Minho ao pôr do sol, visto entre a folhagem da margem.
O rio Minho ao fim da tarde. Uns quilómetros abaixo, aos pés de Santa Trega, entrega-se ao Atlântico.

O museu MASAT

O Museo Arqueolóxico de Santa Trega (MASAT) nasceu em 1917 e em 1953 mudou-se para o edifício do topo do monte, desenhado pelo arquiteto Antonio Palacios. Guarda o que saiu das escavações: cerâmica, moedas romanas, vidro, torques e o «cabezón do Trega», a cabeça de pedra que se tornou símbolo do sítio. É pequeno e vale a meia hora: dá contexto ao que se acabou de pisar.

Abre de terça a domingo, com horário que muda ao longo do ano — no verão alarga-se até ao fim da tarde, no inverno fecha às 17h (hora espanhola). Fecha às segundas, em janeiro e na primeira metade de fevereiro. Confirme o horário do mês no portal de turismo do Concello de A Guarda antes de ir.

Subir de carro: a taxa e os horários

A estrada do monte sobe até ao estacionamento do Pico de San Francisco, junto à ermida, ao museu e aos restaurantes do topo. A pé, o acesso é livre. De carro paga-se uma taxa municipal na barreira de entrada. Segundo o portal de turismo do Concello de A Guarda, os valores em vigor são estes:

VeículoTaxa
Automóvel (inclui o condutor)3 €
Passageiro adulto1,50 €
Tarifa reduzida (6–14 anos, cartão jovem, família numerosa)1 €
Motociclo2 €
Autocaravana4 €

A taxa inclui a entrada no MASAT. Os horários de abertura da barreira não estão publicados de forma estável e podem mudar com a época: consulte o Concello de A Guarda (aguarda.es ou turismoaguarda.es) antes de subir, sobretudo fora do verão.

A ermida, o cruzeiro e os miradouros

O monte tem dois cumes. No Pico de San Francisco (341 m) está a ermida de Santa Trega, documentada desde o século XII e reformada nos séculos XVI e XVII, um cruzeiro do século XVI e a vista sobre a foz. No Pico do Facho (328 m) olha-se para o outro lado: o vale do Rosal, a vila de A Guarda e o porto de pesca. Entre os dois, a Via Sacra moderna do escultor Vicent Mengual e vários miradouros ao longo da estrada.

Quem quiser esticar as pernas tem o PR-G 122 «Camiños do Trega»: sete caminhos homologados que somam cerca de 7 km pelas encostas do monte.

Quanto tempo e a que hora

  • Mínimo: hora e meia — subir, castro, miradouro da ermida.
  • Com calma: três horas — juntar o museu, a visita guiada e o Pico do Facho.
  • Melhor hora: o fim da tarde, quando o sol desce sobre o Atlântico e a luz entra de lado nas pedras do castro. As manhãs são mais frescas para andar entre as ruínas com crianças; nos dias de nevoeiro na foz, adie.

Lembre-se de que a Galiza vive uma hora à frente de Portugal: os horários do museu e da barreira são em hora espanhola.

Como chegar a partir da casa

Há duas estradas boas e uma ligação que não deve dar por garantida.

  • Pela Ponte da Amizade (a mais curta): 14 minutos até Goián e depois a margem galega do Minho (PO-552 ou CG-4.2) até A Guarda — cerca de 30 minutos no total, segundo as estimativas de rotas habituais. A subida ao monte acrescenta uns minutos.
  • Por Valença e Tui: 20 minutos até Tui pela ponte internacional e depois a PO-552 rio abaixo, cerca de 30 minutos mais. É a volta a escolher se quiser juntar Tui ao dia.
  • Caminha e o ferry: o ferry de carros Caminha–A Guarda está parado há vários anos; a Câmara de Caminha anunciou a intenção de o repor com uma embarcação nova, mas confirme o estado atual na Câmara Municipal de Caminha. Existem táxis fluviais licenciados entre os dois cais, só para passageiros e bicicletas.
O rio Minho visto de cima, com a vila de Cerveira em baixo e a Galiza na outra margem.
O Minho visto de cima, do lado português. Do topo de Santa Trega vê-se o rio inteiro até à foz.

O que combinar

A Guarda merece a descida: é uma vila de pescadores com porto a sério, o Museo do Mar e a lagosta como bandeira — a Festa da Langosta e da Cociña Mariñeira faz-se no porto, normalmente no início de julho (datas de cada ano no portal de turismo do Concello), e é festa de interesse turístico da Galiza. Fora da festa, o porto continua a ser o sítio para almoçar peixe e marisco.

O que o monte não é: um sítio para ficar horas com calor sem sombra. Faça-o cedo ou tarde, e deixe o meio do dia para a mesa no porto.

Perguntas frequentes

Santa Tecla e Santa Trega são o mesmo sítio?

Sim. Santa Trega é o nome oficial galego do monte e do castro; Santa Tecla é a forma castelhana e portuguesa. Nas placas da estrada, no museu e nos documentos da Xunta encontra «Santa Trega»; nas pesquisas em português aparece mais «Santa Tecla». É o mesmo monte de 341 metros sobre A Guarda.

Paga-se para subir ao Monte de Santa Tecla?

A pé, não. De carro paga-se uma taxa municipal na entrada da estrada do monte: segundo o portal de turismo do Concello de A Guarda, 3 € por automóvel, mais 1,50 € por passageiro adulto (1 € em tarifa reduzida), com o museu MASAT incluído. Os valores e os horários de abertura da barreira podem mudar; confirme no Concello de A Guarda antes de ir.

Quanto tempo demora a visita?

Entre uma hora e meia e três horas: a subida de carro, o castro (a visita guiada gratuita dura cerca de 45 minutos), o museu e os miradouros do topo. Com almoço no porto de A Guarda, é uma manhã ou uma tarde inteira a partir da casa.

Posso ir de Caminha pelo ferry?

Não conte com isso. O ferry de carros Caminha–A Guarda está parado há vários anos e a Câmara de Caminha anunciou a intenção de repor a ligação com uma embarcação nova; confirme o estado atual na Câmara Municipal de Caminha. Há táxis fluviais licenciados só para passageiros e bicicletas — o carro não passa. A partir da casa, a estrada é o caminho seguro: cerca de 30 minutos até A Guarda pela Ponte da Amizade.

É uma visita boa para crianças?

É. O castro é uma aldeia de pedra com casas redondas reconstruídas onde se pode entrar, a visita guiada é curta e há um merendeiro no monte. Leve água, chapéu e um casaco: o topo é exposto ao sol e ao vento, e os muros do castro não têm vedação.

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